A Prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Políticas Públicas para Mulheres (Semulher), assinou nesta segunda-feira (17) um convênio com o Centro Universitário Cidade Verde (Unicive) para fortalecer a rede municipal de proteção. A medida vai garantir que as mulheres atendidas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) possam dar continuidade ao acompanhamento psicológico mesmo após encerrarem o atendimento especializado no órgão.
A iniciativa será viabilizada pela clínica-escola e por estudantes do curso de Psicologia da instituição, sob supervisão acadêmica. Além de ampliar a capacidade do serviço público, a parceria proporciona experiência prática aos estudantes e sensibilização sobre as questões de gênero.
No primeiro semestre de 2026, o Cram realizou 650 atendimentos (incluindo retornos) para 241 mulheres, com maior incidência entre a faixa etária de 30 a 40 anos e prevalência de casos de violência psicológica. O convênio integra as ações do “Agosto Lilás” — mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra as mulheres — e segue os princípios da Lei Maria da Penha (Lei Federal nº 11.340/2006).
Durante o evento de assinatura, o prefeito Silvio Barros destacou a relevância de usar a gestão pública para criar redes de apoio efetivas, ressaltando que a proteção externa precisa ser acompanhada pelo fortalecimento emocional interno das mulheres. O reitor da Unicive e presidente da Acim, José Carlos Barbieri, e a coordenadora de Psicologia, Michele Santos, pontuaram o ganho duplo da ação, que alia a formação universitária ao retorno social para o município.
A secretária da Semulher, Leila Domenici, a presidente da Câmara Municipal, vereadora Majô, e a presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Mulheres, Donária Rizo, enfatizaram que o suporte contínuo é indispensável para romper ciclos de agressão, permitindo a reconstrução da autonomia e da estabilidade familiar. O evento contou ainda com a presenças de autoridades locais, incluindo a vice-prefeita Sandra Jacovós e representantes da OAB, da UEM e da Defensoria Pública.
Crédito: Ricardo Lopes / PMM.






