Fenômeno climático tem alta probabilidade de retornar no segundo semestre e deve provocar impactos diferentes em diversas regiões do Brasil.

Figura 1: Anomalia de temperatura da superfície do mar na primeira semana de junho.
Foto: O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).
O Brasil pode voltar a enfrentar os efeitos do El Niño em 2026, e especialistas já alertam para a possibilidade de eventos climáticos extremos em várias regiões do país. De acordo com projeções meteorológicas, a formação do fenômeno no Oceano Pacífico tem entre 70% e 90% de chance de ocorrer no segundo semestre, influenciando diretamente os padrões de chuva e temperatura.
As consequências não devem atingir o território nacional de forma uniforme. Enquanto parte do país poderá sofrer com a falta de chuva e temperaturas elevadas, outras regiões podem registrar temporais intensos e enchentes.
Norte e Nordeste devem enfrentar seca severa
As regiões Norte e Nordeste aparecem entre as mais vulneráveis aos efeitos da estiagem. O aquecimento das águas do Pacífico tende a reduzir a formação de nuvens de chuva sobre áreas da Amazônia e do semiárido nordestino, favorecendo períodos prolongados de seca.
Além dos impactos sobre o abastecimento de água, a redução das chuvas pode prejudicar a produção agrícola, especialmente culturas dependentes da precipitação natural, como milho e feijão. As temperaturas mais altas também aumentam o risco de queimadas e incêndios florestais, principalmente na Amazônia.
Sul do país pode registrar chuvas acima da média
Na Região Sul, o cenário é oposto. O El Niño costuma favorecer a ocorrência de chuvas frequentes e volumosas, elevando o risco de alagamentos, enchentes e deslizamentos.
Meteorologistas apontam que o Rio Grande do Sul merece atenção especial. Após enfrentar uma das maiores tragédias climáticas de sua história em 2024, o estado continua mais vulnerável a novos episódios de precipitação extrema. Também há possibilidade de tempestades severas e formação de ciclones extratropicais.
Sudeste e Centro-Oeste terão impactos variados
Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, os efeitos do El Niño podem ocorrer de forma mais irregular. Há previsão de temperaturas acima da média e períodos de veranico, caracterizados por dias seguidos de calor intenso e ausência de chuva durante a estação chuvosa.
Ao mesmo tempo, algumas áreas do Sudeste podem registrar episódios de chuva forte concentrada, aumentando o risco de enchentes urbanas e deslizamentos de terra em regiões de encosta.
Monitoramento constante
Especialistas reforçam que os cenários ainda dependem da evolução do fenômeno nos próximos meses. No entanto, a recomendação é que estados e municípios acompanhem as atualizações meteorológicas e se preparem para possíveis eventos climáticos extremos ao longo de 2026.
Fonte: Portal Terra.
Redação: Ariane.


