Um corpo foi localizado na tarde desta terça-feira (14) na região de Porto Tigre, em Nova Londrina, no noroeste do Paraná, e pode ser da idosa Eulália Farias Pinheiro, de 70 anos, moradora de Maringá, que está desaparecida há cerca de um mês.
De acordo com informações do Bombeiro Comunitário de Nova Londrina, o corpo foi encontrado parcialmente submerso no rio, preso entre galhos, a aproximadamente quatro metros da margem. A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Civil, que realizaram os procedimentos periciais e a coleta de vestígios.
Segundo os socorristas, as roupas encontradas na vítima apresentam características semelhantes às utilizadas por Eulália no dia em que ela desapareceu. Apesar da coincidência, a confirmação oficial da identidade dependerá dos exames realizados pela Polícia Científica.
Em nota, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará pelos exames necessários para identificar oficialmente a vítima e apontar a causa da morte.
Ainda conforme a corporação, equipes da Polícia Civil estiveram no local realizando levantamentos, coleta de vestígios e demais diligências que irão auxiliar no andamento da investigação.
Desaparecimento mobilizou familiares e forças de segurança
Eulália Farias Pinheiro desapareceu após deixar Maringá em uma viagem com destino a Nova Londrina. Desde então, familiares passaram a procurá-la e o caso mobilizou equipes policiais dos dois municípios.
Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir parte dos últimos passos da idosa. Os registros mostraram Eulália caminhando nas proximidades de sua residência e, posteriormente, desembarcando de um ônibus do transporte coletivo nas imediações da Rodoviária de Maringá.
Na ocasião, a Polícia Civil informou que ainda não havia comprovação de que a idosa tivesse chegado ao destino informado inicialmente. A apuração foi conduzida com base em depoimentos, análise de imagens e diligências realizadas em Maringá e Nova Londrina.
A delegada Angélica Ferreira explicou que a falta de câmeras de monitoramento no terminal rodoviário de Nova Londrina dificultou parte do trabalho investigativo, tornando necessária a reconstrução do trajeto percorrido pela idosa por meio de outras provas.
Entre as hipóteses analisadas pela polícia estava a possibilidade de Eulália ter deixado Maringá de forma voluntária para encontrar uma pessoa com quem supostamente mantinha um relacionamento. No entanto, essa linha de investigação nunca foi confirmada oficialmente e permaneceu sob apuração.
Com a localização do corpo em Porto Tigre, a Polícia Civil aguarda agora a conclusão dos exames periciais para confirmar a identidade da vítima e esclarecer as circunstâncias da morte.
As investigações continuam.
Fonte e Imagens: GMC Online.










